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Gestão de Projetos PMI: O que tem de diferente?

Data: 28 / 08 / 2017 Engenharia e Arquitetura

O dinamismo do mercado de trabalho tem possibilitado formatos bem distintos de conduzir projetos. Se em uma época, era necessário ter todos os componentes do time lado a lado, as conexões digitais favoreceram o trabalho em equipe de pessoas que não estejam no mesmo bairro, cidade, estado e, até mesmo, país. Se por um lado isso facilita (e muito), por outro pode ser uma armadilha, caso o gerenciamento das etapas e das tarefas não esteja bem acompanhado, com objetivos claros e entregas bem detalhadas. É nesse contexto que o PMI vem se tornando cada vez mais visado.

É como vem sendo conhecido o Instituto de Gerenciamento de Projetos (ou, em inglês, Project Management Institute — PMI). Essa organização foi iniciada nos Estados Unidos sob o objetivo de melhorar a performance de profissionais que atuam nessa área (englobam-se aí gestores de projeto, consultores e demais profissionais que lidam com a gestão de qualidade e engenharia de produção). E é desse público que cada vez mais vem a recomendação para incorporar os padrões indicados pelo PMI.

Por que o PMI está com tanta evidência?

Um método não teria uma legião de fãs que agregue 200 mil membros à toa, certo? Tão pouco receberia o título de ser a maior entidade mundial sem fins lucrativos de Gerenciamento de Projeto sem ter um escopo muito claro e com resultado comprovado.

Para quem não conhece, o PMI reúne uma série de conhecimentos, habilidades e técnicas que servem como um roteiro para uma equipe ou mesmo um único profissional atingir um propósito traçado inicialmente. Isso tudo a partir de premissas claras sobre descrições que devem ser feitas dos componentes de um projeto. Há dez áreas de conhecimento que envolvem o PMI:

  • Escopo: o que se espera desse projeto?
  • Tempo: em quanto tempo ele precisa ser concluído?
  • Custos: qual orçamento disponível para a realização dele?
  • Qualidade: quais premissas de qualidade precisa atender?
  • Integração: quais pontos sensíveis de integração entre áreas?
  • Recursos Humanos: quantos integrantes serão necessários nessa tarefa?
  • Riscos: há situações que possam comprometer a finalização ou andamento?
  • Aquisições: há outros insumos que precisam ser disponibilizados?
  • Comunicações: como será feita a comunicação entre os envolvidos?
  • Partes interessadas: quantas áreas esse projeto tem interferência?

De acordo com o método, os quatro primeiros itens são determinantes para o sucesso de um projeto. Basta que um deles esteja em desalinho e o resultado poderá ser desastroso. Dessa forma, é possível ter uma visão abrangente e completa sobre todas as etapas que o envolvem.

PMI e os cinco grupos de processos

Segundo reza a cartilha dessa metodologia, estabelecer um processo significa (a partir das informações acima) traçar um conjunto de ações e tarefas interrelacionadas, estabelecendo o começo, meio e fim de delas.  Assim, o grupo de trabalho deve percorrer essas cinco etapas:

  1. Iniciação
  2. Planejamento
  3. Execução
  4. Monitoramento e controle
  5. Encerramento

Todos esses princípios são detalhados no PMBOOK (que já está em sua 5ª edição, tendo sido lançada em 2013). Aliás, é possível também conseguir a certificação nessa metodologia, o que pode se configurar em um diferencial para seu desenvolvimento profissional.

Vantagens do PMI

Naturalmente, que todo esse rigor no gerenciamento de projetos trará benefícios para a sua empresa. Listamos aquelas que são comuns de serem sentidas pelas organizações:

  • Aumento da relação custo-benefício: ao ter práticas consolidadas, a empresa reduz a possibilidade de retrabalho e, por consequência de recursos empenhados nisso. Automaticamente, a margem de lucro da operação passa a ser mais vantajosa.
  • Ênfase no planejamento: ao dedicar-se a um planejamento detalhado e com escopo definido, as tarefas passam a ser realizados com maior rigor e qualidade.
  • Melhora na comunicação e transparência: ao ter indicadores e monitoramento bem evidentes, a informação passa a circular com melhor qualidade entre os membros do projeto — o que impacta diretamente na produtividade do time.

Não é à toa que o resultado desses pontos é um impacto na qualidade do produto ou serviço em si da empresa. Você se interessa por esse assunto e quer mais sobre etapas que envolvem o gerenciamento de projeto? Vai gostar desse outro conteúdo que explicamos sobre o "Seis Sigma"!